Sobre mim

Ana Lopes, fundadora da Newtrição.

Uma apaixonada pelos alimentos, mente e espírito. Tenho uma constante sede de conhecimento pelo desenvolvimento pessoal e pelo comportamento alimentar.

Tenho formação técnica em Nutrição e Dietética, Coaching (S874-2019PT) e ainda como facilitadora de Programação Neurolinguística com especialização em Foco Terapêutico e Emocional.

Desde cedo que o meu caminho foi ligeiramente diferente das restantes pessoas. Nasci com uma doença genética rara de visão que me trouxe algumas restrições visuais. Os óculos graduados pouco ou nada me ajudam. Dado à raridade da doença demorou vários anos até se conseguir proceder a um diagnostico correto. Até lá houve uma grande falta de entendimento relativamente ao que se passava comigo. As pessoas simplesmente não entendiam como era possível eu não conseguir ver normalmente. E isso, em parte, ainda hoje se sucede. Esta situação fechou-me naturalmente alguma portas. Nunca pude, por exemplo, tirar a carta. E como seria de esperar, ao longo da minha adolescência, fui desenvolvendo alguns sentimentos negativos. Cresci com frustração e desprezo relativos a mim mesma e à minha vida. 

Numa fase mais desafiante da minha vida cheguei a ter compulsões alimentares que surgiram como forma de escapar aos meus sentimentos. Era a minha estratégia para apaziguar a angústia que sentia. Passei noites e noites sozinha em casa a comer pacotes inteiros de bolachas.

Estes comportamentos e escolhas fizeram com que durante anos me esquecesse de mim. Não entendia como seria possível alguma vez vir a gostar de mim mesma, de me aceitar ou simplesmente de melhorar.

No entanto, eu sabia que aquilo não era normal e que teria de parar. 

A mudança surgiu ao mergulhar no autoconhecimento. E foi este processo diário que me fez e ainda hoje faz descobrir mais sobre mim.

Reparei então que, apesar de não ter tido acesso aos mesmos recursos visuais que a maioria das pessoas, acabei por compensar essa falta desenvolvendo outros recursos como a minha intuição e a empatia. Mesmo nas situações mais desafiantes foi através da intuição que obtive grandes respostas.

Tomei então duras e sérias decisões:

Decidi que, daqui para a frente, a pessoa com quem podia sempre contar para entender o que eu estava a sentir ou o que se estava a passar-se comigo era eu mesma. Escolhi viver uma vida cheia de saúde, verdadeira e livre.

A conexão que tenho hoje em dia comigo mesma reflete-se em tudo na minha vida: na alimentação, estilo de vida, relacionamentos, profissão, tudo!

Hoje sei que nunca é tarde para pararmos e pensarmos em nós mesmas. Somos a fonte das nossas próprias respostas. E não há melhor recurso interno que a nossa intuição.