QUANTO É QUE PRECISO DE COMER?

Muitas vezes fazem-me a pergunta: “QUANTO é que eu preciso de comer” na esperança que forneça a quantidade indicada, permitida, certa ou a que funciona.

Mas, honestamente, a esta pergunta a minha resposta é: Boa pergunta! Sei lá eu… 🤭

Ora, se estás a comer é porque provavelmente estás com fome ou com vontade de comer. 

Assim sendo, se for fome, consegues quase que quantificar a tua fome, dependendo de todos as sensações que estás a sentir…

Podes usar a escala de fome para te auxiliar nesta parte.

Com este exercício consegues entender se estás faminta ou só com uma ligeira sensação de fome. 

Depois, vamos ao momento da refeição:

  • O que estás a pensar sobre essa refeição? 
  • O que estás a comer?
  • Era o que te apetecia?
  • De que forma te serves?
  • Como preparas o momento da refeição?
  • Como costuma comer? 

Durante este processo vai-te questionando, tomando atenção a como te sentes.

Como está a tua fome, como te está a saber a comer, como estás a nível gástrico,… 

Estas estratégias vão auxiliar-te a chegares ao momento da saciedade. aquela sensação boa que nem comeste a mais, nem a menos, comeste o ideal para ti

Tudo isto vai depender de todos os factores enumerados anteriormente.

Se comes muito rápido e nem olhas para a comida, é sinal que nem olhas para ti nem para o que estás a sentir. Ou se ainda comes com um sentimento de medo, ansiedade e culpa, a comida não te vais saber a nada… 

Se o teu organismo não está a receber “gasolina” suficiente, ele vai precisar de abastecer mais frequentemente. Logo, através do único meio de comunicação – a fome -, que será notoriamente aumentada, juntamente com o apetite, a vontade, o pensamento em comida será persistente e serve para que não consigas privar mais. ⠀⠀

Nestes momentos é quando acontecem os chamados “pecados compulsivos”. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
E tudo isto pelo facto de não entenderes o QUANTO precisas de comer em cada refeição.

O que controla a tua fome, tal como a tua saciedade e peso é o teu CÉREBRO e não o teu estômago.
A parte do cérebro responsável por isto é o hipotálamo.

Quando fazes dietas e isto significa – restrição de alimentos -, o cérebro fica em alerta, pois o nosso organismo submete-se a várias alterações bioquímicas para assegurar a sobrevivência.
Com isto, é natural haver um aumento de fome após grandes períodos de restrição alimentar.

O teu corpo precisa de energia e de nutrientes para funcionar plenamente e esta fase acontece, normalmente, na altura em que desististe de mais uma dieta.

Lidar com as emoções sem usar a comida

Eu entendo perfeitamente quando me dizem que têm medo de sentir fome pois recordam-se de episódios compulsivos e descontrolados, no entanto, se agora tomaste a decisão de melhorar o teu comportamento alimentar e livraste das dietas – de vez -, é importante que confies EM TI!

Por isso, perante isto tudo, à pergunta:

“quanto é que preciso de comer?”

a resposta é:

Tu é que me saberás dizer

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