ALIMENTAÇÃO INTUITIVA: 9 e 10 – Exercita-te e Honra a saúde

Exercita-te!

O exercício físico deve ser encarado como uma fonte de bem estar corporal e não para queimar calorias, somente.

Para isso, é preciso encontrar uma ou várias atividades que gere prazer, incluindo as “formais” mas também as “não formais”, tais como: 

  • parar o carro mais longe e ir a pé;
  • subir escada;
  • fazer tarefas domésticas, etc.

A prática de exercício físico deve ser considerada uma prioridade não negociável, ou seja, deve-se dar prioridade para se praticar com regularidade.
Deve assim, fazer parte do nosso planeamento semanal/mensal…

(acompanha a minha rotina)

É preciso considerar que o exercício físico nem sempre é saudável, isto é, por exemplo, quando as pessoas fazem de forma compensatória (por terem consumido calorias a mais), ou de forma punitiva ou ainda obrigatória.

As pessoas motivadas intrinsecamente para a prática de exercício físico mostram-se menos propensas a comportamentos de restrição alimentar, mais cuidadosas consigo mesmo, apreciam o ato e se exercitar e apresentam menor IMC comparativamente aos que declaram a culpa como um motivador para a prática de exercício físico – que apresentam maior risco para comer de uma forma emocional.

Honrar a saúde – pratica uma “nutrição gentil”

Os conceitos, diretrizes e necessidades nutricionais não deixam de estar contemplados numa alimentação intuitiva. No entanto, a proposta é que as escolhas sejam feitas de forma a honrar a saúde e o paladar, fazendo com que as pessoas se sintam bem, acima de tudo.

Quer-se, através da alimentação intuitiva, que os clientes sejam saudáveis, mas entenda-se “saudável” como o bem estar não apenas físico, mas também emocional e social – conforme a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para olhar a saúde e a nutrição dessa forma, devemo-nos questionar-nos se a ideia de que “dieta perfeita” é igual a saúde. 
Os conceitos devem ser revistos, inclusive as atitudes e os comportamentos alimentares.

Este trabalho é, portanto, um bom exemplo de como pensar em honrar a saúde e a nutrição, contemplando ambos de maneira mais holística e personalizada.

Deves-te, ainda, lembrar que o peso ou estado nutricional não mudam num dia, o que importa é a consistência, o progresso nas metas, o processo como um todo.

A alimentação intuitiva apresenta uma série de benefícios e associações compatíveis com IMC e saúde psicológica.

Há evidência de:

  • redução de fatores de risco para transtornos alimentares e redução de compulsões alimentares; 
  • menor internalização dos ideais de magreza;
  • associação com o aumento do prazer em comer, menos prática de dieta e menor ansiedade em relação à comida;
  • menor IMC;
  • menores níveis de triglicérides e risco cardíaco.

A alimentação intuitiva é uma abordagem com o foco na “não dieta” e deve ser visto como um processo no qual a ordem em que serão trabalhados os dez princípios não é fixa e nem absoluta e deve ser adaptado para cada pessoa.

Lembra-te que as pessoas só mudam comportamentos quando estão preparadas.

Sendo assim, a alimentação intuitiva pode ser contraindicado, dependendo da situação, como no caso de transtornos alimentares graves.

Trata-se de um processo sem data específica para terminar, pois acontece em tempos diferentes para cada um, mesmo quando a perda de peso é desejada e recomendada, pois uma alimentação intuitiva só funciona a partir da rejeição da mentalidade de dieta e do “policia” alimentar e comer de uma maneira diferente, seguindo os sinais internos de fome, vontade e saciedade.

Ter uma alimentação intuitiva é ter uma ferramenta extraordinária, pois aparece como uma alternativa que realmente funciona para assumir o lugar das dietas tradicionais – que não são efetivas – e orientar as pessoas a confiarem no seu próprio corpo e a seguirem a sua própria intuição para comer.

A isto de chama o poder do autoconhecimento.

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