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PRINCÍPIOS DO COMER INTUITIVO: 7 – Lidar com as emoções sem usar a comida

Lidar com a comida não é um processo fácil. A conexão entre comida, emoções e comportamentos é, em geral, muito forte e complexa.

MAs ainda assim, é possível concluir isto quando observamos que: 

  • preparar comida para alguém é uma maneira de demonstrar amor; 
  • receber comida nos faz sentir amados; 
  • dar e receber comida está relacionado a rituais de celebração; 
  • alguns alimentos – como doces – são usados como recompensas;

Assim, quando deixamos de comer os nossos alimentos preferidos, causa-nos uma sensação de privação.

A comida é muitas vezes usada para reduzir ou “apaziguar” emoções negativas e prolongar as positivas, devido ao consolo momentâneo da ingestão de certo alimento. 

O estado emocional influencia o desejo de comer de diferentes formas: alguns comem menos e outros sentem um desejo exagerado de comer.

Não somos imunes às emoções relativamente à forma que comemos – nem devemos! 
Todos comemos de forma diferente.

Uma relação de desequilíbrio ocorre quando a comida é usada para “tapar buracos” emocionais, ou lidar com problemas que nada têm a ver com ela.

Uma das razões pelas quais as pessoas comem demais é para tentar reduzir medos e ansiedades. Assim sendo, quando se aprende a comer por estas razões, somos motivados facilmente, a comer sempre que vivenciamos esta emoção – independentemente da fome ou apetite.

A isto chamamos de “fome emocional”. 

Há pessoas que não conseguem diferenciar a sensação de fome de outras sensações corporais. Isto pode ocorrer desde infância, quando os pais nos oferecem comida como expressão de amor, prémio ou recompensa.

Pensando, especificamente, no comer devido à ansiedade, muito do que se apresenta como ansiedade é parte “normal da vida”,  aprender a reconhecê-la já é um fator de motivação para a mudança de comportamento. 

É preciso, portanto, aprender a encontrar uma maneira de te confortares, nutrires, distraíres e resolveres questões emocionais sem usar a comida.

Ansiedade, solidão, tristeza, raiva e muitos outros sentimentos acontecerão durante a vida toda. A comida não “resolve” esses sentimentos, pode apenas distrair, anestesiar ou mudar o foco. Mas, no fim, até pode piorar o problema e potenciar outros , paralelamente.

Quando começamos a ter consciência de que a nossa procura por comida não tem ligação direta com a fome, recomenda-se que paremos e que identifiquemos os sentimentos, usando o poder da pergunta:

“do que eu preciso?”; 

“será comida ou um abraço, carinho, companhia, afeto?”; 

“como faço para obter o que eu realmente preciso?”. 

Assim, podemos pensar de que forma e de quem podemos receber o que necessitamos, sendo que, muitas vezes é preciso pedir.

E ainda perguntar:

É fome fisiológica? 

Se sim, deve-mos honrá-la. 

Se não, deve-mos encontrar outras distrações, atividades que gostamos.

Perante isto, a fome emocional também pode ocorrer quando as necessidades básicas não estão a ser atendidas, ou seja:

  • poucas horas de sono;
  • privações alimentares;
  • alto nível de stress, etc.

Assim sendo, criar opções alternativas à constante procura de comida, por razões emocionais, é útil. Sendo que estas devem ser acessíveis e disponíveis, como por exemplo:

  • Um simples banho relaxante;
  • Uma boa música;
  • Aula de yoga, Pilates (algum exercício que gostes);
  • Meditação;
  • Estar na natureza;
  • Cuidar de flores/jardim;
  • Dançar;
  • Pintar;
  • Cantar;
  • Cozinhar;
  • Ir ao cinema, etc.

Tu, melhor do que ninguém, saberás o que realmente gostas de fazer e o que realmente te satisfaz.

Encontrar o equilíbrio será um trabalho interno.

Quanto mais elevares a conexão contigo, mais resultados verás.  A consciência é, sem dúvida, a nossa maior aliada

Alimenta a tua mente.

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