ALIMENTAÇÃO INTUITIVA: 5 – Sentir a saciedade

Sentir a saciedade envolve aprender a ouvir e reconhecer os sinais internos do corpo de que a fome já foi “ouvida” e posteriormente, entender o que é estar confortavelmente saciado.

Estes sinais, só podem ser percebidos quando nos permitimos comer de maneira incondicional.

Fazer as pazes com a comida

A par disto, honrar a fome é também um passo fundamental para entendermos a nossa saciedade. (evitar comer com fome exagerada ou insuficiente).

Daí, fazer pausas e questionamentos durante a refeição são etapas importantes para avaliar estas sensações.

Além disso, se queres emagrecer, consideras que não podes sentir-te satisfeita, já que a ideia de “emagrecimento” está associada a sofrimento e “passar fome”.

Infelizmente, é senso comum na mentalidade de dieta.

Aumentar a atenção ao comer e a consciência ajuda-nos a identificar melhor a saciedade;

  • comer sem distrações
  • ter foco na refeição
  • fazer pausas para observar o sabor, as texturas e o paladar
  • perceber os sinais físicos e praticar um “começar a parar” (ou desacelerar) durante a refeição

Portanto, é bom saber que é permitido deixar comida no prato quando se está satisfeito, ou quando a comida não está prazerosa – e que não é preciso parar só quando o pacote ou o prato acaba. Assim, constrói-se um processo de aprendizagem de escolha.

Muitas vezes, a refeição está prestes a terminar e nós nem temos consciência disso.
Com base nisto, um pequeno exercício que podes fazer é preparaste para a “última garfada” de cada refeição, como se fosse um pequeno ciclo que se encerra e deve, portanto, ser reconhecido de forma cuidadosa para que possas sentir a saciedade, ou seja, honrar a última garfada.

Aprender a sentir a saciedade e os outros sinais internos do corpo é um processo que precisa de treino.

Ainda assim, um componente da saciedade, após te alimentares, é por quanto tempo ela te “sustentará” até ficares com fome novamente (vamos chamar a isto de – sustentabilidade).

Pessoas que têm como hábito fazer dieta restrita ou de forma crónica, fazem as escolhas baseadas em calorias:

quanto menos, melhor.

Porém, a fome reaparecerá mais rapidamente, o que resulta sempre numa frustração constante e num pensamento recorrente em comida.

A satisfação, portanto, tem a ver não apenas com o estar feliz com o que se come, mas com o quanto uma comida nos “sustenta”.

Por isso, desafio-te a refletir, antes da ingestão de uma refeição:

  • Como me quero sentir fisicamente após este lanche ou refeição?
  • Por quanto tempo quero que esta refeição me sustente?
  • Quando foi a última vez que comi?

Utiliza-se instrumentos de automonitorização que nos ajuda no reconhecimento da fome e da saciedade (como os sugeri acima), e a prática de ouvir, entender e atender a fome antes que esta atinja um nível acentuado, garante também que se atinja a saciedade mais facilmente e de uma forma natural.

Todos estes processos são percecionados a longo prazo.

Se procuras uma mudança por inteiro do teu comportamento alimentar, podes, desde já, ter consciência que todo o esforço e dedicação em ti resultaram em inúmeros benefícios físicos, mentais e emocionais. 

Alimenta a tua mente. 

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