OLHAR DE CRIANÇA SOBRE OS ALIMENTOS

Um olhar de criança sobre os alimentos diz-nos muito.
Lembraste quando eras crianças e olhavas para o novo com curiosidade e abertura?

Observas, hoje em dia, a felicidade das crianças com surpresas, com novas experiências, novas vivências?

Na nossa alimentação podemos recuperar esse “olhar de criança” e experimentar novos alimentos com curiosidade sem preconceito.

É muito comum dizerem-me que gostavam de ter uma alimentação mais variada, aumentar o consumo de frutas e vegetais só que… não gostam!

  • Primeiro, está tudo bem se não gostares de determinado alimento.
  • Segundo, podes adotar esta estratégia da experimentação infantil.

Pensa num alimento ou grupo alimentar que gostasses de incluir na tua rotina.
Depois pesquisa receitas e formas de confecionares esse alimento, de modo a que sintas vontade de o comer.
Sim, pode ser em doces, sem problema.

Faz várias experiências, altera o modo de confeção e de apresentação. MAS, faz isto tudo sem te julgar.

O olhar de criança é puro, sem filtro. Estão de verdade curiosos com a nova sensação que vão ter.

O nosso paladar muda e pode treinado.

Posso partilhar contigo que a minha atual paixão pelo chocolate negro foi um processo.
Lembro a primeira vez que comi um quadrado de chocolate negro 70%, fiz uma cara que dá vontade de rir só de me lembrar.

Mas eu, na altura, tinha descoberto que era intolerante à lactose por isso os chocolatinho de leite era algo que deixou de fazer parte do meu dia a dia, mas com isso eu não quis deixar o chocolate, pois adoro comer nas papas, panquecas, bolos.
Foi uma opção.

Sabia que havia chocolates mais interessantes no mercado e sem leite.
Por isso, foi uma período de descoberta.

Demorou uma semana… A cada dia ia comendo um pedaço de chocolate e a cada dia ia-me sabendo melhor e melhor… até que hoje amo chocolate negro até com bem mais percentagem de cacau.

Isto tudo para te dizer que se eu tivesse dito para mim mesma: “que horror chocolate negro, é azedo, horrível…” estava a fechar-me automaticamente para uma nova vivência, uma nova experiência.

Eu resolvi fazer o inverso, resolvi experimentar, vi, num primeiro contacto que efetivamente era algo que não estava habituada mas também sabia que era algo que eu queria incluir e não abdicar na minha rotina.
É incrível como o nosso paladar se adapta, mas também só se adapta se o deixares adaptar.

O teu pensamento fará toda a diferencia e ditará a tua decisão.

Promove uma relação pura com a comida e descobre a beleza e a variedade de sabores que tens disponíveis.

Desperta o olhar de criança que há em ti.

Se precisares de ajuda, no método alinha podemos trabalhar essa nova introdução.

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