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COMO LIDAR COM O QUE SE OUVE

Quantos de nós já tiveram de lidar com comentários menos “amigáveis” relativamente às nossas escolhas? No caso do veganismo ouvem-se muitas opiniões, frases feitas, críticas, julgamentos ou rótulos sociais. No entanto, cabe-nos a nós criar um ambiente de diálogo saudável e instrutivo.

Numa conversa há diversas opiniões relativamente a este tema, mesmo entre veganos.
No entanto, isso não significa que isto seja um problema. A discussão de ideias é boa para amadurecer os nossos pontos de vista e evoluir o nosso discurso. O que não é saudável é abafar as nossas vontades próprias apenas por medo de desagradar ou de ser rejeitado pela sociedade.
O que acontece frequentemente são confrontos de evidência à razão. O ideal será teres autoconfiança para expressares o que pensas com o devido respeito e educação.
Ninguém deve condicionar as ações, opiniões e decisões dos outros.
Encontra o equilíbrio e canaliza a tua energia para situações que realmente façam sentido e que tenham um impacto significativo para ti.
A intenção da conversa deve ser sempre discutir ideias, sem levar para o lado pessoal ou fazer acusações que em nada irão acrescentar ao diálogo. Não é de todo preciso atacar o outro para te fazeres ouvir. É perfeitamente possível ter uma conversa mantendo a calma e, principalmente, o respeito, que é um elemento fundamental em qualquer tipo de relação humana.

Não tenhas medo de dizer o que pensas e contribui com a tua opinião sempre que o consideres necessário. 

DISCUTIR DE FORMA SAUDÁVEL

Num “confronto” evita começar com os pontos de discórdia. Analisa o outro e verifica se há alguma parte do discurso dele que concordes. Assim, poderás falar citando esses pontos de concordância para, então, entrar com a parte que discordas. Com isto, para além de ajudares a evitar conflitos, essa atitude fará com que te esforces para verificar os pontos em que concordas em relação à opinião dos outros. Este é um sinal de humildade, respeito e de reconhecer que, mesmo aqueles que pensam diferente, na maioria dos casos, podem ter muito para nos ensinar e acrescentar à conversa.

TENTAR PERCEBER O OUTRO

Todavia, quando a outra parte não corresponde com este padrão de conversa passiva o que poderás fazer é analisar aquilo que pode estar a afetar a pessoa emocionalmente, que pode não ter recursos de defesa emocional para saber lidar com as suas emoções.
É importante salientar que qualquer reação que temos é para defesa pessoal, seja esta consciente ou não. Cada emoção tem sempre um lado positivo.
É importante evitar julgamentos.
Será a melhor solução para te salvaguardares.

Usa o controlo emocional como uma habilidade para lidar com os teus próprios sentimentos.

Adapta-os conforme a situação e expressa-os de uma forma saudável para ti e para o grupo no qual estás inserido.

LIDAR COM AS EMOÇÕES

Quando tomada pelas emoções, uma pessoa age de modo impulsivo e envolve-se em relacionamentos conflituosos, arrependendo-se das suas atitudes mais tarde.
Por outro lado, quando alguém reprime as suas emoções, não está necessariamente só a utilizar a razão para resolver os seus conflitos, as emoções estão lá presentes e, de qualquer forma, afetam as decisões e o posicionamento perante a situação – mesmo que os sentimentos aparentem não terem sido expressados.
A falta de manifestação das emoções e dos pensamentos provoca dificuldades na comunicação com outras pessoas, e torna as decisões e atitudes pouco afetivas.
Perante estas dificuldades, muitos acreditam que o caminho é eliminar a emoção da sua vida. Mas, esquecem-se que, na tentativa de eliminar a emoção, além de não vivenciarem frustrações, tristezas, angústias, ansiedades, também não vivenciam amor, carinho, felicidade e conquistas. Porém, as frustrações, sentimentos de injustiça, incompreensão podem atuar num modo positivo – impulsionando força para a mudança – de situações desagradáveis e sofredoras.
A sociedade está à procura de um ser ideal que não é humano.
A emoção, tal como a razão, faz parte do ser humano e de como este se manifesta na vida – cada qual com a sua singularidade.
As diferenças enriquecem quer a vida quer as pessoas.

Podemos aprender a viver com mais flexibilidade, adaptando-nos melhor às nossas necessidades e rodeando-nos da nossa “tribo”. 

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