A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA ALIMENTAÇÃO

Nem sempre temos consciência da real importância da família na alimentação.
No entanto, todas nós nascemos com a habilidade de comer quando estamos com fome e de parar quando estamos saciadas.

Surpreendentemente, basta olhares para um bebé.

Conforme crescemos fomos “estimuladas” a não seguir a intuição, ou seja, passamos a seguir as “regras” impostas pelo meio em que vivemos (família, escola, etc.). 

Sendo assim, muitas vezes os sentimentos e o choro das crianças são condicionados, não sendo estas ensinadas a lidar com aqueles sentimentos incómodos.

Portanto, em muitos casos começa assim uma relação emocional com a comida, pois desde muito cedo se recebe doces ou outros alimentos como forma de conforto

É aqui nestes comportamentos que se verifica a importância da família na alimentação.
De tal forma que é nesta fase que tudo se aprende, tudo se molda e tudo de observa.

Uma relação disfuncional com a comida

Uma relação emocional disfuncional com a comida pode ser despoletada não só a partir de diversos momentos no decorrer da tua vida bem como dos eventos de elevada carga emocional e de valência negativa. 

Independente­mente de como começou contigo, viver uma relação emocional disfuncional é extremamente desgastante.

Entretanto, ao longo dos anos tem-se verificado que os alimentos têm uma série de significados: culturais, sociais, religiosos, afetivos e económicas e que uma relação “saudável” com a comida precisa envolver corpo, mente e emoções.

Todos os dias lutas para “controlar” os teus pensamentos e sentimentos evitando que as tuas emoções se façam ouvir e por isso, comer é tão mais fácil.

Embora, hoje em dia, ainda possas passar os dias a comer mais do que precisas, a ficar constantemente num ciclo emocional enfraquecido e sem forças para saber lidar com esses sentimentos.

Antes de mais nada, ao comeres por motivos emocionais este só começa a ser um problema quando começa a ser muito frequente e/ou quando não há consciência do que está a acontecer.

Aprendemos com a família

inegavelmente, os nossos familiares também têm uma relação disfuncioal com a comida, espelham em nós os seus comportamentos e por consequência passam-nos a visão que eles têm sobre a comida e sobre o corpo “perfeito”.

Ouvimos muitas vezes, desde cedo os pais chamarem “gordos” aos filhos como forma de carinho. No entanto, no decorrer dos anos e consoante a visão que a criança tenha de si e da comida, pode ser um passo para um distúrbio alimentar.

Acima de tudo é de extrema importância elevarmos a consciência da importância da família na alimentação.

Antes de mais nada, este factor é um dos primeiros passos a serem abordados nos meus acompanhamentos individuais pois na infância que se descobre grande parte dos gatilhos da atual relação com a comida.

Eu como por emoção, tu comes por emoção. Mas quando eu estou a comer com consciência, esta forma de comer é completamente normal.

Portanto, nos momentos em que comes somente por emoção ou para encobrir algo, acabas por comer muito rápido. Com uma vontade gigante em comer um alimento específico (como doces). Sentes ainda uma agonia no “peito” que não passa até o comeres e muitas das vezes isolada.

É como se o alimento tivesse poder sobre ti e é como se não tivesses outra escolha a não ser comer o alimento. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Mas tens! 🙌

O poder do autoconhecimento

Dá um passo para te conheceres e assim melhorar a tua relação com a comida é propores a ti mesma sair do piloto automático.⠀⠀⠀⠀⠀

Como consegues isso? Comendo com atenção plena.

Já descarregaste o meu Ebook – 8 passos para comer com atenção plena?

Posteriormente, toma atenção:

  • o que mais aprecias na tua alimentação;
  • como é que comes atualmente;
  • o que sentes antes, durante e após uma refeição;
  • como fazes o processo de seleção alimentar;
  • o que mais te satisfaz nas refeições;
  • como detetas que tens fome e que estás saciada;
  • de que forma a comida te sabe melhor.

Este exercício é um precioso aliado para a modificação dos teus hábitos alimentares.

Hábitos alimentares

O teu comportamento torna-se um hábito quando o aprendes e repetes frequentemente sem pensares como será executado.
Bem como, o comportamento geralmente ser inconsciente.

Os hábitos podem ser ignorados, alterados ou substituídos. Logo, podemos aprender a criar novas rotinas neurológicas que sejam mais poderosas que os comportamentos atuais — se assumirmos o controlo e a responsabilidade

Ainda assim, só se alteram comportamentos quando se está efetivamente preparado.

O comportamento alimentar é composto por um conjunto de cognições (pensamentos) e emoções que controlam as ações e regras alimentares.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

identifica os comportamentos disfuncionais e habituais e será possível modificares os pensamentos inadequados através de estratégias.

A mudança do comportamento alimentar efetiva é visível em vários aspetos:

  • No consumo;
  • Na estrutura;
  • No comportamento;
  • Na relação com a comida.⠀⠀⠀

Assim, o comportamento alimentar envolve métodos, reações e maneiras de agir perante um alimento (como, o quê, com quem, onde e quando comemos), que podem ser sintetizados como as ações em relação ao ato de comermos. 

Em suma, toma consciência das tuas emoções e comportamentos – mesmo desde a infância –, e verás que tudo fará mais sentido.

Este é o primeiro degrau da tua escada. 💚

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